Ás 7 da manhã acordo com o barulho do despertador soando pelo quarto. Dou um pulo da cama, olho para a janela e penso: é, mais um dia sem você aqui. Vou para a cozinha preparar meu café da manhã, apenas pão com geleia e creme de amendoim, se você estivesse aqui, iria me olhar e falar: você é nojenta, mas eu te amo. Eu sorriria, mandaria língua e iria para o seu colo, daríamos o primeiro beijo entre muitos outros que viriam durante o dia. Hoje eu estou sem alguém para reclamar do meu sanduíche, sem alguém para me aninhar no colo e me dar um beijo maravilhoso. O que eu vou falar agora irá soar a coisa mais clichê do mundo, mas é o seguinte: ele foi pra mim o que ninguém foi, sabe quando você encontra alguém que te muda por completo, que deixa seu sorriso mais lindo, que te faz sentir a felicidade na alma? Então, ele me fez sentir tudo isso. É como se tivesse um jardim com milhares de flores, todas iguais, e você escolhesse uma, olharia para ela e pensaria: essa é diferente, e ela é mesmo, ela enfeita mais o seu jardim, tem o melhor cheiro do mundo. Essa é a flor. Eu olhei para ele e pensei: Esse é o homem da minha vida. Eu admito que errei, admito que pisei na bola, e admito que o quero ao meu lado novamente. Eu sinto falta das mãos dele passeando pelo meu corpo, dos lábios dele tocando nos meus, daquele abraço caloroso, de dormir agarradinha com ele. Eu sinto falta de absolutamente tudo, até das brigas. O problema é: ele se foi e agora tem outra vida, tem outra pessoa ao seu lado, tudo por minha culpa, eu o perdi por motivos bobos, se eu não tivesse cismado, se eu não tivesse brigado, ele ainda estaria aqui para reclamar do meu sanduíche de pão com geleia e creme de amendoim.
(Source: cartas-de-cecilia, via vinhos-e-lingeries)
(Source: 10-de-dezembro, via vinhos-e-lingeries)
(Source: unicidade, via warllyssong)